quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Invasão do espaço público

Atualmente muitas pessoas invadem o espaço do outro (público). Muitas andam pelas ruas com as camisas para cima, desrespeitando o outro, outras picham muros que casas que, talvez, os donos tenham acabado de reformar. Não só casas, como também placas de trânsito, o que acaba atrapalhando o trânsito. Alguns comerciantes "tomam conta" de calçadas, utilizando-as  como apoio para o mostruário de suas mercadorias, impedindo a livre circulação de outros cidadãos. E outras escutam músicas no último volume, sem pensar se tem alguém passando mal, querendo dormir, ou se o outro quer ouvir aquela música. De qualquer forma, isso é uma falta de consideração e respeito com o outro e todos devem saber que a sua liberdade termina onde a do outro começa.


(Texto: Letícia Maria)
(Postado por: Letícia Maria)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Comparação entre Guerra dos Canudos e o Cangaço

Os dois possuiam diferenças e também semelhanças.As diferenças são que os cangaceiros eles eram muito violentos,não ficavam em locais fixos(nômades), sempre andavam em bandos e tinham o aspecto de roubar as pessoas para conseguir um pouco de comida,dinheiro entre outros.E a dos Canudos já não eram nômades,eram religiosos e não eram violentos e isso gerou paz entre eles.Suas semelhanças são que os dois movimentos foram no Nordeste(início do século XX) eles estavam em crise com muitas pessoas desempregadas,a seca que estava havendo,isso complicou mais as coisas,também as duas tinham o coronelismo aonde o coronel mandava em "tudo", ambas haviam a agricultura de subsistência ,criação de gado e comércio de madeira.


Postado por Gustavo Mateus

Cangaço


O cangaço foi um fenômeno ocorrido no Nordeste brasileiro no século XIX e nas primeiras décadas do século XX, que tem suas origens em questões sociais e fundiárias da região. Caracteriza-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados, que assaltavam fazendas, seqüestravam os "coronéis" (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. 
Os "bandoleiros" não tinham moradia fixa e viviam perambulando pelo sertão, praticando os crimes, fugindo se escondendo.
O Cangaço pode ser dividido em três subgrupos: os que prestavam serviços esporádicos para os latifundiários; os "políticos", expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, com características de banditismo. 
Os cangaceiros conheciam a caatinga e o território nordestino muito bem. Por isso, era difícil de serem capturados pelas autoridades. Eles conheciam as rotas de fuga em lugares de difícil acesso. Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião", denominado o "Rei do Cangaço", atuou durante as décadas de 1920 e 1930 em praticamente todo Nordeste. Lampião foi morto em 28 de julho de 1938, na localidade de Angicos, em Sergipe, vítima de uma emboscada, juntamente com sua mulher, Maria Bonita.

Fonte imagem:


Postado por Gustavo Mateus

Canudos


O cenário era a Bahia do século XIX, quem governava o Brasil era Prudente de Morais. O Nordeste brasileiro serviu de palco para que ocorresse uma das mais significativas revoltas sociais da primeira República.

A rebelião conhecida como Guerra de Canudos deu-se em virtude da situação precária em que vivia a população, sem terra e obrigada a se submeter aos arroubos dos coronéis. As terras pertenciam aos grandes proprietários rurais – os conhecidos coronéis – que as transformaram em territórios improdutivos. Essa situação revoltou os sertanejos, que se uniram em torno de Antônio Conselheiro, o qual pregava ser um emissário de Deus vindo para abolir as desigualdades sociais e as perversidades da República, como a exigência de se pagar impostos, por exemplo.
Os moradores do arraial acreditavam ser ele um divino mestre, que já praticara até milagres. Antônio Conselheiro fundou o vilarejo denominado Canudos e os sertanejos e suas famílias para lá passaram a migrar. Vários fatores contribuíram para o desenvolvimento de Canudos. O clima seco castigava severamente a região, danificando o plantio de alimentos, secando os diques e matando os animais que não resistiam à falta de água. Os sertanejos também tentavam sobreviver, mas a cada ano milhares morriam de fome e sede. A maneira tão desumana de viver estimulava o surgimento de desordens e agitações sociais, transformando os camponeses em malfeitores que andavam em bandos pelos sertões do Nordeste, fortemente armados, apavorando as populações locais e invadindo as propriedades dos coronéis.
Antônio Conselheiro, entre outros devotos, propagava a salvação da alma e o povo tinha fé que seu messias os ajudariam a sair daquela situação precária. A igreja começou a perder seus fiéis para um falso religioso, na concepção do governo, e assim ele passou a ser malquisto pela Igreja. No ano de 1896, o arraial contava com mais ou menos 20 mil sertanejos que repartiam tudo entre si, negociando o excesso com as cidades vizinhas, adquirindo assim os bens e produtos que não eram gerados no local.
Os habitantes de Canudos precisavam se resguardar e decidiram então organizar milícias armadas, pois era de se esperar uma reação contrária da parte dos coronéis e da Igreja Católica. Enquanto a igreja perdia seus fiéis, os coronéis sentiam-se prejudicados com o constante deslocamento de mão-de-obra para Canudos, que prosperava a olhos vistos. A população abandonou a sociedade republicana convencional, que até então só a alimentara de falsas promessas, e partiu para na direção da nova sociedade que despontava. Mesmo sem nenhuma garantia, pois não havia falsas promessas, o que era mais honesto. Os padres e coronéis coagiram o governador da Bahia a tomar providências urgentes, eles queriam que o governo desse fim a Canudos. Os jornalistas e intelectuais também eram contra os moradores do arraial, pois entendiam que os mesmos desejavam a volta da monarquia, algo totalmente fora de propósito.

Fontes:http://www.infoescola.com/historia/guerra-de-canudos/
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&biw=1280&bih=677&q=Canudos&gs_sm=e&gs_upl=32366l33316l0l33507l7l7l0l0l0l0l390l1460l3-4l4l0&bav=on.2,or.r_gc.r_pw.,cf.osb&um=1&ie=UTF-8&tbm=isch&source=og&sa=N&tab=wi

Postado por Gustavo Mateus

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Texto comparativo entre Cangaço e Guerra de Canudos

A Guerra de Canudos e o Cangaço possuem semelhanças, e também diferenças.
Os dois movimentos ocorreram no Nordeste, no início do século XX, e as duas regiões estavam passando por uma crise muito grande, estavam tendo muita miséria, seca, desemprego... A economia das duas regiões era baseada na agricultura de subsistência, comércio de madeira e criação de gado. Em ambas as regiões havia o coronelismo, em que os coronel(grande fazendeiro) era quem comandava a região. Os movimentos se diferenciavam pelo fato do Cangaço ter um caráter de violência, os cangaceiros serem nômades e andarem em bandos. Já Canudos tinha um caráter religioso, os componentes desse movimento tinham lugares fixos de moradia e entre o convívio humano existia uma certa harmonia.  
 (texto: Ana Luísa Borges)
(postado por: Ana Luísa Borges)

Canudos

A situação do Nordeste brasileiro, no final do século XIX, era muito precária. Fome, seca, miséria, violência e abandono político afetavam os nordestinos, principalmente a população mais carente. Toda essa situação, em conjunto com o fanatismo religioso, desencadeou um grave problema social. Em novembro de 1896, no sertão da Bahia, foi iniciado este conflito civil. Esta durou por quase um ano, até 05 de outubro de 1897, e, devido à força adquirida, o governo da Bahia pediu o apoio da República para conter este movimento formado por fanáticos, jagunços e sertanejos sem emprego.O beato Conselheiro, homem que passou a ser conhecido logo depois da Proclamação da República, era quem liderava este movimento. Ele acreditava que havia sido enviado por Deus para acabar com as diferenças sociais e também com os pecados republicanos, entre estes, estavam o casamento civil e a cobrança de impostos. Com estas idéias em mente, ele conseguiu reunir um grande número de adeptos que acreditavam que seu líder realmente poderia libertá-los da situação de extrema pobreza na qual se encontravam. Com o passar do tempo, as idéias iniciais difundiram-se de tal forma que jagunços passaram a utilizar-se das mesmas para justificar seus roubos e suas atitudes que em nada condiziam com nenhum tipo de ensinamento religioso; este fato tirou por completo a tranqüilidade na qual os sertanejos daquela região estavam acostumados a viver. Devido a enorme proporção que este movimento adquiriu, o governo da Bahia não conseguiu por si só segurar a grande revolta que acontecia em seu Estado, por esta razão, pediu a interferência da República. Esta, por sua vez, também encontrou muitas dificuldades para conter os fanáticos. Somente no quarto combate, onde as forças da República já estavam mais bem equipadas e organizadas, os incansáveis guerreiros foram vencidos pelo cerco que os impediam de sair do local no qual se encontravam para buscar qualquer tipo de alimento e muitos morreram de fome. O massacre foi tamanho que não escaparam idosos, mulheres e crianças.Pode-se dizer que este acontecimento histórico representou a luta pela libertação dos pobres que viviam na zona rural, e, também, que a resistência mostrada durante todas as batalhas ressaltou o potencial do sertanejo na luta por seus ideais. Euclides da Cunha, em seu livro Os Sertões, eternizou este movimento que evidenciou a importância da luta social na história de nosso país.
(fonte: http://www.historiadobrasil.net/guerracanudo) 
(postado por: Ana Luísa Borges) 

Cangaço

Cangaço foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro de meados do século XIX ao início do século XX. O cangaço tem suas origens em questões sociais e fundiárias do Nordeste brasileiro, caracterizando-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: assaltavam fazendas, sequestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão brasileiro, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.
O Cangaço pode ser dividido em três subgrupos: os que prestavam serviços esporádicos para os latifundiários; os "políticos", expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, com características de banditismo.
Os cangaceiros conheciam bem o Cerrado, e por isso, era tão fácil fugir das autoridades. Estavam sempre preparados para enfrentar todo o tipo de situação. Conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimento, rotas de fuga e lugares de difícil acesso.
O primeiro bando de cangaceiros que se tem conhecimento foi o de Jesuíno Alves de Melo Calado, "Jesuíno Brilhante", que agiu por volta de 1870, embora alguns historiadores atribuam a Lucas Evangelista o feito de ser o primeiro a agregar um grupo característico de cangaço, nos arredores de Feira de Santana (em 1828), sendo ele preso junto com a sua quadrilha em 28 de Janeiro de 1848 por provocar durante vinte anos assaltos contra a população de Feira. O último grupo cangaceiro famoso porém foi o de "Corisco" (Cristino Gomes da Silva Cleto), que foi assassinado em 25 de maio de 1940.O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, também denominado o "Senhor do Sertão" e "O Rei do Cangaço". Atuou durante as décadas de 20 e 30 em praticamente todos os estados do nordeste brasileiro.
Por parte das autoridades, Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada. Para uma parte da população do sertão, ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra (semelhante ao que acontecia com o mexicano Pancho Villa).
O cangaço teve o seu fim a partir da decisão do então Presidente da República, Getúlio Vargas, de eliminar todo e qualquer foco de desordem sobre o território nacional. O regime denominado Estado Novo incluiu Lampião e seus cangaceiros na categoria de extremistas. A sentença passou a ser matar todos os cangaceiros que não se rendessem.
No dia 28 de julho de 1938, na localidade de Angicos, no estado de Sergipe, Lampião finalmente foi apanhado em uma emboscada das autoridades, onde foi morto junto com sua mulher, Maria Bonita, e mais nove cangaceiros.
Esta data veio a marcar o final do cangaço, pois, a partir da repercussão da morte de Lampião, os chefes dos outros bandos existentes no nordeste brasileiro vieram a se entregar às autoridades policiais para não serem mortos.

 (fonte: wikipédia)
(postado por: Ana Luísa Borges)